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sábado, 23 de novembro de 2019

A Ressurreição da Filha de Jairo



A ressurreição da filha de Jairo é um dos milagres que apontam para o poder de Jesus sobre a vida e a morte. Conforme relatado no Novo Testamento, durante seu ministério terreno o Senhor Jesus ressuscitou três mortos: o filho da viúva de Naim; a filha de Jairo; e Lázaro.
O milagre da ressurreição da filha de Jairo está registrado nos três Evangelhos Sinóticos (Mateus 9:18-26; Marcos 5:21-43; Lucas 8:40-56). Mateus é quem fornece o registro mais simplificado do milagre, enquanto Marcos e Lucas aprofundam os detalhes desse evento.
Também é interessante notar que a narrativa bíblica sobre esse episódio fala de um milagre duplo. Na verdade no contexto em que envolveu a ressurreição da filha de Jairo, o Senhor Jesus também curou a mulher que tinha um fluxo de sangue. Vejamos neste estudo bíblico como aconteceu a ressurreição da filha de Jairo.

Quando foi a ressurreição da filha de Jairo?

A ressurreição da filha de Jairo ocorreu quando Jesus desembarcou na cidade de Cafarnaum. Ele havia acabado de atravessar o mar da Galileia, vindo da região de Decápolis onde havia libertado um homem endemoninhado (Marcos 5:1-20).
Parece que logo que Jesus chegou à cidade de Cafarnaum, os discípulos de João Batista vieram fazer-lhe algumas perguntas sobre o jejum. Foi enquanto eles conversavam que Jairo se aproximou de Jesus pedindo que Ele curasse sua única filha. Jairo era um chefe da sinagoga. Ele era um homem importante, responsável por organizar e conduzir a liturgia da sinagoga.

A filha de Jairo estava doente

Quando Jairo foi à busca de Jesus, sua filha estava gravemente doente. Contudo, a menina ainda não estava morta. Isso significa que Jairo inicialmente foi buscar uma benção de cura. Diante de Jesus, Jairo se prostrou aos seus pés e insistentemente lhe suplicou para curar sua única filha.
A filha de Jairo tinha doze anos de idade naquela ocasião. A Bíblia também não informa que tipo de enfermidade lhe acometeu. Mas fica claro que a menina estava em estado terminal (cf. Marcos 5:21-23).
Jairo pediu que Jesus fosse até sua casa e impusesse as mãos sobre sua filha. Em todo momento a medida de fé de Jairo é destacada. Nenhum dos Evangelhos mostram Jairo vacilante, mas sempre com a certeza de que se Jesus tocasse sua pequena filha, ela viveria.

Rumo à casa de Jairo

Jesus escutou o pedido de Jairo e foi com ele em direção à casa onde estava a menina. Mas a Bíblia Sagrada diz que uma grande multidão seguia Jesus e o apertava. Aqui vale lembrar que a cidade de Cafarnaum serviu como uma espécie de base para o ministério terreno de Jesus. Talvez isso possa explicar o grande número de pessoas que cercavam nosso Senhor.
Então o milagre sobre a filha de Jairo foi temporariamente interrompido por um segundo milagre. Na multidão que dificultava a caminhada de Jesus estava uma mulher que sofria com um tipo de hemorragia. É interessante notar um detalhe curioso que conecta ainda mais os dois milagres. A filha de Jairo tinha apenas doze anos de idade, e a mulher vinha sofrendo com sua hemorragia por longos doze anos.

A morte da filha de Jairo

Enquanto Jesus trazia as boas notícias de cura para a mulher que tinha sofrido por doze anos de hemorragia, os mensageiros da casa de Jairo traziam as más notícias sobre a pequena menina de doze anos que havia acabado de falecer. A Bíblia diz que Jesus ainda estava falando quando Jairo escutou dos mensageiros de sua casa: “Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre?” (Marcos 5:35).
Os Evangelhos não esclarecem quem eram esses mensageiros. Provavelmente eram parentes ou amigos de Jairo. Mas o que fica claro é que definitivamente eles não acreditavam que aquela situação poderia ser revertida.
Enquanto a filha de Jairo estava doente, ainda parecia haver alguma esperança. Mas agora que a morte tinha se confirmado, os mensageiros da casa de Jairo pensavam que não havia mais nada que pudesse ser feito. Realmente segundo o conceito deles seria impossível que Jesus pudesse ressuscitar a filha de Jairo. Isto fica claro na pergunta final que eles fizeram a Jairo: “Por que ainda incomodas o Mestre?”.
Sob essa perspectiva, parecia até que a interrupção da mulher hemorrágica tinha tragicamente exaurido as chances de vida da filha de Jairo. Mas a Bíblia diz que Jesus não deu importância para a notícia trazida por aqueles mensageiros. Ao contrário disso, Ele confortou o chefe da sinagoga dizendo: “Não temas, crê somente” (Marcos 5:36).
Jesus retomou seu caminho rumo à casa de Jairo, apesar da má notícia. No entanto, antes Ele despediu a multidão e os seus discípulos, com exceção de Pedro, Tiago e João (Marcos 5:37). Quando chegou à casa de Jairo, Jesus viu as pessoas que se reuniam alvoroçadas ali. Essas pessoas choravam e pranteavam muito (Marcos 5:38).
Conforme o costume da época, o sepultamento ocorria imediatamente após a morte. Então o cortejo fúnebre da filha de Jairo tão logo aconteceria. Por isso as pessoas estavam aglomeradas na casa de Jairo, incluindo as carpideiras profissionais.

A filha de Jairo estava morta ou em coma?

Logo que entrou na casa de Jairo, Jesus disse para as pessoas alvoroçadas que estavam ali: “Por que chorais? A menina não está morta, mas dorme” (Marcos 5:39). Algumas pessoas não interpretam corretamente essa declaração de Jesus e afirmam que a filha de Jairo apenas estava em coma.
Mas obviamente a menina estava morta! Primeiro, as pessoas que estavam na casa de Jairo tinham atestado que a menina havia morrido (cf. Lucas 8:53). Segundo, quando Jesus ordenou que a menina se levantasse a Bíblia diz que “seu espírito retornou” (Lucas 8:55). Terceiro, Jesus declarou algo parecido sobre a morte de Lázaro. Ele disse aos seus discípulos: “Nosso amigo Lázaro adormeceu” (João 11:11). Mas logo depois Jesus afirmou claramente: “Lázaro está morto” (João 11:14).
Portanto, não há qualquer dúvida de que a filha de Jairo realmente estava morta. A declaração de Jesus dizendo que a menina estava dormindo era uma revelação do acontecimento extraordinário que estava por vir. Por isso Ele questionou as pessoas que choravam. Aos olhos humanos aquela era uma ocasião de lamento e tristeza, mas aos olhos do Filho de Deus aquela era uma ocasião de grande júbilo e contentamento. A filha de Jairo haveria de despertar da morte como quem desperta de um breve cochilo.
Também vale notar a aparente falta de sinceridade das pessoas que estavam ali. Quando Jesus anunciou que a menina estava apenas dormindo, as pessoas deixaram de prantear para caçoar dele. A expressão original indica um tipo de deboche.
Aquelas pessoas queriam humilhar Jesus. Talvez pensassem que Ele estivesse delirando, afinal, o cadáver da menina estava ali e o retorno à vida era impossível. De fato essas pessoas não compartilhavam da mesma fé de Jairo. Eram pranteadores profissionais que podiam alternar entre o lamento comovente e a zombaria descarada.

Jesus ressuscita a filha de Jairo

Jesus mandou que todas as pessoas que tumultuavam a casa de Jairo saíssem. Ele permitiu apenas que o pai e a mãe da menina, além de seus três discípulos mais próximos, ficassem. Então eles entraram no aposento onde a filha de Jairo estava. Foi aí que Jesus a tomou pela mão e disse: “Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te”(Marcos 5:40).
Certamente há um toque de ternura muito grande nessa ordem. Jesus pronunciou essas palavras em sua própria língua, a mesma que a menina também se comunicava. Portanto, provavelmente essas palavras eram as mesmas que a mãe da menina rotineiramente usava para acordá-la. A diferença é que pronunciada pelos lábios do Filho de Deus, essa simples ordem foi um desafio à impossibilidade e um triunfo sobre a morte.
Tão logo a filha de Jairo, uma menina de apenas doze anos, estava novamente viva. Aquela que estava completamente sem vida, agora estava andando pela casa. Por isso todos ficaram muito admirados (Marcos 5:42).
Após ter ressuscitado a filha de Jairo, Jesus ordenou que dessem de comer à menina. Ele também pediu que ninguém divulgasse o que havia ocorrido. É provável que naquela região a divulgação da ressurreição da filha de Jairo desencadearia ações que ainda eram inapropriadas para aquele momento de seu ministério. Ainda não havia chegado o tempo do grande clímax de sua obra na terra.

Lições sobre a ressurreição da filha de Jairo

Vamos destacar aqui três lições principais sobre a ressurreição da filha de Jairo. Em primeiro lugar, o milagre da ressurreição da filha de Jairo é uma prova clara acerca da divindade de Cristo. Somente Deus tem o poder sobre a vida e a morte. Se Jesus ressuscitou dos mortos a filha de Jairo, então Ele é Deus.
Além do mais, é notável a forma com que isso acontece. Todas as vezes que as Escrituras registram uma ressurreição, sempre fica claro um contexto de grande intercessão e súplica. Os homens de Deus intercederam a Ele para que alguns mortos fossem ressuscitados (cf. 1 Reis 17:20-22; 2 Reis 4:32-35; Atos 9:40).
Mas foi diferente em todas as vezes que Jesus ressuscitou um morto. Em todas elas nosso Senhor simplesmente deu uma ordem. Ele disse ao filho da viúva de Naim: “Levanta-te” (Lucas 7:14); Ele disse à filha de Jairo: “Menina, levanta-te” (Marcos 5:41); Ele disse a Lázaro: “Lázaro, sai para fora” (João 11:43). Por que isto? Porque Ele mesmo é o Dono da vida. Entenda por que Jesus é Deus.
Em segundo lugar, o milagre da ressurreição da filha de Jairo nos ensina muito sobre a verdadeira fé em Jesus. Jairo nos ensina essa lição. Sua fé havia sido testada de forma extrema. Primeiro ele foi buscar ajuda para a filha doente, mas nesse tempo ela acabou morrendo. Então imediatamente ele passou a rogar pelo milagre da ressurreição.
Quando lhe disseram que sua filha estava morta e que ele não deveria mais importunar o Mestre, Jairo preferiu dar ouvidos a Jesus. Ele recebeu com sinceridade as palavras de conforto e encorajamento: “Não temas; crê comente, e será salva” (Lucas 8:50).
Em terceiro lugar, a ressurreição da filha Jairo é o desfecho final de uma sequência progressiva que aponta para a verdadeira identidade de Jesus. Nessa sequência ele demonstrou seu poder sobre os demônios, sobre as doenças e sobre a morte. Concordo com W. Hendriksen que diz que “Jesus é a Esperança dos que vivem sem esperança. Ele mostrou isso ao homem que não podia ser dominado (Lucas 8:26-39); à mulher que não podia ser curada (Lucas 8:43-48); e ao pai a quem foi dito que não mais podia ser ajudado (Lucas

A Ira



Romanos 12.18-21
-Introdução: A ira é um sentimento ruim de indignação contra algo ou alguém que nos aborrece e a sentimos toda vez que lembramos ou vivenciamos um fato desagradável.
O que é ira?
Vejamos algumas considerações Bíblicas sobre a ira:



Gálatas 5:20 – é uma obra da carne.
Salmo 37:8 - devemos deixar a ira, que não é boa.
-Mateus 5:22 - não devemos nos irar contra o nosso irmão.
Provérbios 22:24 - precisamos evitar o iracundo para não receber influências.
Provérbios 15:1- a palavra dura provoca a ira, por isso é bom falarmos mansamente e quando ouvirmos uma palavra dura respondemos com brandura para desviar a ira de nós e do outro.
Eclesiastes 7:9 - não podemos nos apressar em nos irar.
Salmo 4:4 - irai-vos, mas não pequeis, pois muitas vezes temos razão em nos irar, mas como sabemos que é pecado devemos parar um pouco, pensar, acalmar e então agir para não ocorrer o risco de precipitar e pecar.
-Jonas 4:4 - é razoável a tua ira? Sempre que acontecer algo que pode nos provocar é bom primeiro perguntar a si mesmo: eu tenho razão em estar irado?
-Efésios 4: 26-31- independente de termos razão ou não é importante lembrar “irai-vos mas não pequeis” e que não se demore em passar a nossa ira para não darmos lugar ao diabo, e entristecemos o Espírito do Senhor, pecando com palavras.
-Provérbios 14:17 e 30:33 - o resultado da ira é o pecado.
Provérbios 19:19 - a ira sempre tem sua conseqüência e o seu castigo para podermos aprender a nos controlar.
1 Timóteo 2:8 - precisamos orar sem cessar e com ira não dá para orar a Deus corretamente.
Tiago 1: 19-21 - a ira do homem não opera justiça de Deus e não adianta querermos fazer justiça com as próprias mãos querendo resolver tudo sozinho que não estaremos fazendo o certo precisamos deixar tudo nas mãos de Deus.


Vejamos alguns exemplos de pessoas que se iraram:
Gênesis 4:5- Caim se irou contra seu irmão Abel e o matou;
Números 20: 10 e 11 – Moisés se irou contra o povo de Israel justamente e pecou contra o Senhor;
1 Samuel 20: 30 e 31 – Saul se irou contra Jônatas e Davi tentando matara Davi por varias vezes.
Daniel 2: 12 e 133:19 – Nabucodonosor se irou contra os sábios da Babilônia e quis matá-los e também se irou contra Misael, Azarias e Ananias aumentando o fogo da fornalha.
Mateus 2:16 - Herodes se irou contra os reis magos e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia na cidade de Belém, querendo matar o Messias.

Todos estes são exemplos desastrosos da ira e é exatamente assim que acontece conosco, primeiro nos iramos, depois pecamos e depois vemos as consequências.
Mateus 5:5 “Bem aventurados os mansos porque herdarão a terra”. Nós cristãos precisamos aprender mais de Jesus que é “manso e humilde de coração” (Mateus 11:29) se quisermos herdar esta terra para o senhor e conquistarmos a Canaã celestial.

Ore ao senhor e peça a Ele que te de um espírito de mansidão. 

A Cura da Mulher do Fluxo de Sangue



A mulher do fluxo de sangue foi a pessoa que tocou na orla das vestes de Jesus. Ela pensou que poderia ser curada sem que Jesus a percebesse. A história da cura da mulher do fluxo de sangue está registrada nos três Evangelhos Sinóticos (Mateus 9:20-22; Marcos 5:25-34; Lucas 8:43-48).
É interessante notar que o milagre sobre a mulher do fluxo de sangue ocorreu quando Jesus estava indo realizar outro milagre. Ele estava a caminho da casa de Jairo, cuja filha até então estava em estado terminal, quando essa mulher tocou suas vestes. Saiba mais sobre como foi a ressurreição da filha de Jairo.

Quem era a mulher do fluxo de sangue?

A Bíblia não registra o nome da mulher que tinha o fluxo de sangue. Tudo o que se sabe é que provavelmente ela era uma moradora da cidade de Cafarnaum. Antes de se encontrar com Jesus, ela já havia sofrido por doze anos de uma hemorragia.
Alguns estudiosos entendem que o fluxo sanguíneo daquela mulher era constante; já outros entendem que a hemorragia não era necessariamente constante, mas certamente era frequente. Então periodicamente ela sofria com a perda excessiva de sangue.
Seja como for, aquela hemorragia lhe deixava debilitava fisicamente. Além disso, o fluxo de sangue também a tornava impura segundo a Lei Mosaica (Levítico 15:19). Dessa forma, aquela mulher enfrentava uma série de privações religiosas e sociais.
Ela jamais poderia ir ao Templo em Jerusalém. Tudo o que ela tocava também era visto como imundo. Diante da Lei Levítica, a cama em que ela dormia, a cadeira que ela se sentava, as coisas que ela usava e as roupas que ela vestia eram todas imundas. Qualquer um que a tocasse era considerado imundo.
A Bíblia também diz que a mulher do fluxo de sangue havia procurado ajuda de todas as formas. Ela gastou tudo o que tinha com os médicos de sua época. Mas nenhum tratamento médico resolveu seu problema e sua saúde piorava cada vez mais ao longo dos doze anos (Marcos 5:25,26). Tudo isso indica a situação desesperadora daquela mulher. Nos últimos doze anos ela havia vivido na solidão, acompanhada da vergonha.

Como a mulher do fluxo de sangue foi curada?

Jesus estava seguindo por um caminho em Cafarnaum cercado por uma grande multidão. Ele já havia curado muitas pessoas naquela região, então era natural que as pessoas o acompanhassem ali. A multidão era tão grande que acabava dificultando sua caminhada. Eram muitos esbarrões e Jesus caminhava apertado e com dificuldade.
A mulher do fluxo de sangue viu em Jesus a oportunidade única de sua vida. Ela creu que se ao menos tocasse em suas vestes sua hemorragia seria estancada. Então ela veio por de trás da multidão e tocou na orla do vestido de Jesus e imediatamente foi curada (Marcos 5:29).
Mas a mulher do fluxo de sangue achou que poderia tocar em Jesus silenciosamente, ser curada e permanecer anônima. Por causa de sua condição, naturalmente ela não desejava se expor publicamente. Tão logo que tocou na orla das vestes de Jesus, a mulher entendeu que havia sido curada. Talvez por um instante ela provavelmente concluiu que Jesus nunca haveria de percebê-la.
Mas a mulher do fluxo de sangue estava enganada. Jesus sentiu que alguém havia lhe tocado de forma diferente. Por isso Ele perguntou: “Quem tocou nas minhas vestes?” (Marcos 5:30). Os discípulos acharam que a pergunta de Jesus não fazia sentido. Muitas pessoas estavam tocando o Mestre naquela multidão. Mas Jesus sabia que alguém lhe havia tocado não apenas com as mãos, mas principalmente com a fé.
Aqui vale dizer que, como homem, Jesus de fato não sabia quem lhe tinha tocado. Mas como Deus, Ele sabia que em resposta a um toque de fé, poder curador havia saído dele.

A confissão da mulher que tinha um fluxo de sangue.

Então a mulher que havia sofrido com o fluxo de sangue escutou a pergunta de Jesus e percebeu que Ele a procurava no meio da multidão. Ela entendeu que não poderia se esconder. Sua fé oculta seria revelada.
A Bíblia diz que naquele momento a mulher se aproximou de Jesus temendo e tremendo e lhe declarou toda a verdade. Aqui é preciso entender que aquela era uma situação embaraçosa para aquela mulher. De acordo com a cultura de sua época, era inapropriado que ela ficasse em evidência pública. Além disso, ela sabia que sua doença a tornava impura e ela não podia tocar em alguém.
Então ela não sabia exatamente se Jesus iria repreendê-la por causa do que havia sido feito. Mas mesmo assim ela se prostrou diante de Jesus e lhe contou tudo. Provavelmente foi nessa hora que ela explicou o sofrimento que havia enfrentado por doze anos. Mas ao invés de repreendê-la, Jesus a confortou de forma amorosa. Ele disse: “Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre do teu mal” (Marcos 5:34).
Com essas palavras Jesus não apenas garantiu que a saúde da mulher do fluxo de sangue havia sido restaurada, mas também restaurou sua vida social e religiosa. Agora aquela mulher poderia finalmente ir em paz.

Lições da história da mulher do fluxo de sangue

A história da mulher do fluxo de sangue certamente tem muito a nos ensinar. Em primeiro lugar, aprendemos que Jesus é a esperança para os desesperançados. Aquela mulher tinha esgotado todos os seus recursos. Humanamente falando, não havia mais nada que pudesse ser feito a seu favor.
Ela estava presa numa solidão terrível. Ela não tinha paz e era refém da agonia. Aos olhos de todos, a mulher do fluxo de sangue era imunda e não havia esperança de que ela deixasse aquela posição amaldiçoada. Mas aos olhos Jesus, a mulher desprezada que sofria com um fluxo de sangue era tão próxima quanto uma filha.
Em segundo lugar, a história da mulher do fluxo de sangue nos ensina sobre a supremacia da santidade de Cristo. Pela lógica humana, quando algo impuro tem contato com algo limpo, o impuro contamina o que é puro. Um copo de água poluída torna sujo todo um tanque de água potável. Assim, se uma pessoa considerada limpa tivesse contado com algo imundo, ela também seria considerada impura.
Mas com Jesus é diferente. Sua pureza é sem igual! Ele próprio é a fonte da genuína santidade. Quando a mulher do fluxo de sangue lhe tocou Ele não ficou impuro, ao contrário, foi ela quem ficou pura. Por isso mesmo somente Ele pode transformar pecadores impuros e imperfeitos em filhos santificados de Deus dando-lhes vestes brancas como a neve (Apocalipse 3:5; 7:13,14).
Em terceiro lugar, a história da mulher do fluxo de sangue nos ensina que a fé é um instrumento para a manifestação do poder de Deus. Através da fé, Cristo a curou física e espiritualmente. Seu corpo e sua alma tinham sido restaurados. Por isso Ele disse: “A tua fé de salvou”.
Mas isso não significa que essa fé era fruto da própria capacidade pessoal daquela mulher. Muito pelo contrário, o próprio Jesus era a causa dessa fé! Sem Ele a mulher do fluxo de sangue jamais teria possuído e exercitado tamanha fé (cf. Efésios 2:8; Hebreus 12:2).
Além disso, ao enfatizar a fé como o instrumento desse milagre, Jesus automaticamente tratou de acabar com qualquer tipo de superstição de que sua peça de roupa teria contribuído para a cura da mulher do fluxo de sangue. Definitivamente quem cura e restaura é Jesus em resposta à fé, e não um tecido ou qualquer objeto supostamente místico ou sagrado.

A armadura



Efésios 6.10-18


INTRODUÇÃOUm grande desafio para um servo de Deus é estar armado e principalmente saber usar a sua armadura.
Talvez nós não saibamos tanto sobre a importância do armamento porque o nosso país não é um país de guerra, graças a Deus.
Em Mateus 24 Jesus disse que um dos sinais da sua volta seria ouvirmos falar de “guerras e rumores de guerras” e isto está se cumprindo em nosso meio.
A pior guerra não é aquela que nós vemos ou ouvimos os seus rumores, mas aquela que não vemos porque é espiritual. Os nossos principais inimigos não são as pessoas que vemos, mas o diabo a quem não vemos e tem guerreado assiduamente vencendo este mundo, mas não pode vencer o povo de Deus.
“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Efésios 6:12
A Vanguarda e a Retaguarda:
Na luta pode-se notar os guerreiros que ficam à frente (vanguarda) e os que ficam mais atrás dando cobertura (retaguarda).



A vanguarda é composta por soldados mais fortes e mais corajosos, que enfrentam diretamente o inimigo. São também os que levam as melhores armas.
A retaguarda é composta de soldados talvez menos experientes com armamentos mais leves e têm a tarefa de reforçar e ajudar a vanguarda. Estes, no entanto são os primeiros a correr quando a guerra é difícil.
Hoje a retaguarda do exército de deus está com problemas de excesso de contingente, enquanto faltam soldados na vanguarda, o que muito tem enfraquecido o povo de Deus em sua luta no mundo. Deus precisa de soldados valentes que venham assumir a frente da batalha.
Qual é a sua posição no exército de Deus?
Você está armado e preparado para a luta?
Vamos analisar os versículos de Efésios 6.10-18:
v.10 A força:Um guerreiro tem que ser forte. Os escolhidos para uma guerra geralmente são os mais fortes do povo.
Aqui diz que devemos ser “fortalecidos no Senhor e na força do seu Poder”. A nossa força vem de Deus, então nós estamos do lado mais forte, o lado de Deus e é Deus que peleja por nós (Êxodo 14.14). O texto de II Crônicas 20:15 diz: “pois a peleja não é vossa, mas de Deus”.

v.11 Ficar firme: Leia II Timóteo 2.3-5
O soldado deve ficar atento, firme contra seus inimigos, durante a sua batalha não pode se distrair com outras coisas, mas ser atento a todo o momento.
Essa firmeza vem da confiança em Deus (Salmo 125.1).

v.12 O inimigo:
Devemos reconhecer momentos de perigo, saber quem é o inimigo e lutar com as armas à sua altura ou melhores que as do adversário.
Se o inimigo ataca com canhões não podemos ir até ele com espadas, devemos ir com bombas mais poderosas.
Leia II Coríntios 10.3-5
Se o nosso inimigo é espiritual, luta no campo espiritual e com armas espirituais devemos lutar com ele espiritualmente, pois o ESPÍRITO que está conosco é mais forte.
Também temos uma posição privilegiada quanto ao adversário, nós o atacamos de cima, pois estamos muito acima dos nossos inimigos, quando estamos em Deus (Efésios 1.21 e 22).

- v.13 toda a armadura:
O lutador tem que estar bem equipado porque o inimigo sabe qual é o ponto fraco da pessoa e se faltar qualquer peça da sua armadura é justamente ali que ele vai atacar.
Leia I Samuel 17.38-39 e 17.45
Davi não sabia usar uma armadura, mas reconheceu que seu Deus é o “Senhor dos Exércitos” (um Deus de Guerra) que está sobre todo e qualquer exército possuindo a maior milícia. Então Davi foi a Golias em nome do Senhor dos Exércitos, com armas espirituais e venceu a luta.
Mas o texto de I Samuel indica que Davi era um servo disciplinado e depois dessa vitória ele se tornou um grande guerreiro, e aprendeu a usar a armadura dos homens, mas principalmente a armadura d Deus.

(Fazer a seguinte dinâmica: dividir em 6 grupos, cada grupo faz uma arma de papel em 10 minutos e pedir que discutam a função de cada uma delas).

Vamos agora analisar cada peça da armadura e discutir a sua utilidade:

v.14ª Cinto da verdade:
O cinto é o lugar onde o lutador prende suas armas e munições; o cinto servia para guardar coisa como dinheiro, cantil, etc. (veja Mateus 10.9)
A verdade é necessária para o cristão porque uma das principais armas de Satanás é a mentira (João 8.44). Se o cristão não tiver o cinto da verdade não terá onde prender suas armas de ataque e pode ficar sem elas. Nossas armas estão na verdade.

v.14b Couraça da justiça: Isaías 59.14-17
Se o cristão não estiver protegido com a justiça (justificado pelo sangue de Jesus - I João 1.9), se houver pecado em seu coração pode vir a perfurar a couraça e correr risco de vida.
A couraça protege o coração!

v.15 Calçados do Evangelho: Isaías 52.7 e Salmo 119.105
O guerreiro tem que estar calçado para não correr o risco de machucar os pés e ficar impossibilitado de andar. Quando o crente está firmado sobre a Palavra não corre o risco de tropeçar e cair.

v.16 Escudo da Fé: Provérbios 30.5
“tomai sobre tudo”- o escudo serve para proteger todo o corpo.
Deus quer que o cristão ao pelejar coloque a sua fé na frente dos problemas como sua defesa. Com a fé podemos apagar os dardos do maligno.

v.17a Capacete da salvação: I Tessalonicenses 5.8
O capacete serve para proteger a cabeça que é a parte que comanda todo o corpo. O crente precisa estar com sua mente protegida contra as setas (heresias e tentações) do inimigo e a proteção é a salvação; se estivermos com a mente envolvida com a certeza da salvação, não cairemos em ciladas.

- v.17b Espada do Espírito: Hebreus 4.12 (Salmo 149.5-6).
A espada serve para ferir, cortar, sangrar. Todas as outras armas são de defesa e essa é a única de ataque.
Esta é a melhor arma e a que o inimigo mais teme. Infelizmente os cristãos hoje não têm usado muito essa arma e alguns não a conhecem bem. Jesus usou a Palavra de Deus para enfrentar Satanás em todas as tentações no deserto (Mateus 4.1-11).
É interessante notar que essa espada é do Espírito e o servo de Deus depende do espírito santo para usa-la com autoridade (João 14.26 e II Pedro 1.20-21). Satanás tentou usa-la contra Jesus, mas não teve sucesso porque não tem o espírito (autor da Bíblia).
Da mesma forma nós ao citar a palavra de Deusa não teremos êxito se o Espírito não estiver conosco para convencer a pessoa (João 16.7-13).

- v.18 O General e o quartel:
“O nosso General é Cristo”
O soldado de Cristo deve estar ligado ao seu superior, tem que ter contato com o general para obedecer as suas ordens “Com toda oração e súplica no Espírito”.
Também é preciso estar atento ao seu superior, observando cada atitude e ordens suas, não desanimando nunca “... e para isso vigiando com toda perseverança”.
O guerreiro não pode estar sozinho, precisa estar com os outros soldados, ajudando e sendo ajudado, para vencer juntos com apoio, oração“e súplica por todos os santos”. Há cristãos que parecem estar lutando sozinhos ou até mesmo contra os soldados do mesmo exército.

CONCLUSÃO:
Em Ezequiel 37.1-10 Deus fez o seu exército através de ossos secos, portanto não precisamos achar que não podemos ser guerreiros valentes; o Senhor nos quer na Vanguarda da Vitória.
É importante pensar que o cristão deve lutar uma luta de cada vez e evitar arrumar problemas desnecessários ou comprar brigas que não lhe diz respeito. Deus tem nos chamado para fazer parte do seu exército e aprender a usar suas armas.
O Senhor dos Exércitos quer recrutar-nos para sermos treinados para suas batalhas.

A VITÓRIA É NOSSA!


21 Bênçãos do Jejum de Daniel



Daniel 10.2,3 e 12,13

-Introdução: O jejum de Daniel, em vez de jejum do alimento por completo é uma abstinência parcial. Nesse período Daniel se absteve o que dava prazer à carne. O mais importante do jejum não é a abstinência e sim a consagração a Deus.
Daniel não se contaminou com as coisas do mundo (Daniel 1.8) e sempre orava três vezes ao dia (Daniel 6.10). Enquanto Daniel separou este tempo de consagração houve uma batalha espiritual, mas sua oração foi ouvida desde o primeiro dia e no vigésimo primeiro dia um anjo lhe apareceu com a resposta de Deus (Daniel 10.12,13).

Quais os benefícios do jejum de Daniel?

Vamos refletir sobre as 21 Bênçãos do Jejum, sendo 7 para o Corpo, 7 para a Alma e 7 para o Espírito:


21 Bênçãos do Jejum de Daniel
CORPO
01 - Benção de 3 anos em 21 dias: Dn 1.5-19
02 – Saúde e Boa aparência: Dn 1.15
03 - Força, Vigor, Inabalável: Dn 1.15
04 - Ser mais resistente e firme: Dn 1.18,19
05 - Deus livra da fornalha de fogo: Dn 3.25
06 - Livramento dos seus inimigos: Dn 4.25
07 - Deus fecha a boca dos leões: Dn 6.22
ALMA
08 - 10 vezes mais sábio: Dn 1.20
09 - 10 vezes mais inteligente: Dn 1.20
10 - Ser considerado melhor: Dn 1.19
11 - Temperamento excelente: Dn 6.3
12 - Resolver coisas difíceis: Dn 2.20 e 5.12
13 – Ser mais capaz e aplicado: Dn 10.12
14 - Andar na luz, fugir das trevas: Dn 5.11
ESPÍRITO
15 – Ser muito amado de Deus: Dn 10.11
16 – Ser um guerreiro de oração: Dn 6.22
17 – Receber poder do Espírito: Dn 5.12
18 - Interpretar sonhos: Dn 2.6
19 - Vida de consagração: Dn 10. 2 a 4
20 - Orações respondidas: Dn 10.12
 21 - Anjos veem te defender: Dn 10.21


As bênçãos deste jejum alcançam:

-CORPO: porque nos desintoxicamos de alimentos que são desnecessários à nossa saúde;
-ALMA: é um período de higiene mental e maior concentração em coisas que edificam;
-ESPÍRITO: ao enfraquecer a carne, somos espiritualmente fortalecidos com o jejum.
O jejum mortifica a carne, alivia a alma e fortalece o espírito!

ASSISTA:

-CONCLUSÃO: 
Por três semanas (21 dias), somos convocados a um jejum parcial para maior oração e dedicação ao Senhor. Durante este tempo, evitamos alimentos pelos quais buscamos saciar mais nosso gosto e prazer do que as necessidades reais do nosso organismo (doces, refrigerantes, café, chocolate, carne e frituras ou outros alimentos que constituem hábitos alimentares aos quais estamos apegados). Portando se você quer realmente fazer o Jejum, precisará além de abster-se de alguns alimentos, também deixar outras coisas como, por exemplo: televisão, internet e outros... e dedicar-se pelo menos três vezes ao dia à oração.
-Fazendo o propósito, escreva:
-O que vai se abster: ___________________________________
-Qual o seu propósito: __________________________________
-3 horários de oração ao dia: ________ ; _________; _________
Daniel prosperou e tornou-se governador do maior império que o mundo já conheceu. Sobreviveu a três impérios e reis (Império Babilônio de Nabucodonosor e Belsazar, Império Medo-Persa com Dario, o Medo e Ciro, o Persa – Daniel 6.28). Seus amigos venceram a fornalha de fogo ilesos. Daniel viu Nabucodonosor pastar como animal e ser restaurado como rei. Venceu a cova dos leões e Deus lhe deu livramento de todos os seus inimigos.
Qual seria o segredo de Daniel?
O segredo é a ORAÇÃO!