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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Exu Rei



Exu Rei, também conhecido como o Exu das 7 encruzilhadas, é uma entidade pouco conhecida na Umbanda.
Pouco se sabe sobre este Exu, sabemos apenas que é um poderoso chefe de legiões e que a ele coube o papel de doutrinar os novos Exus.
Segundo uma lenda que existe sobre ele, diz que ele não viveu encarnado, que fora criado por nosso Deus maior para trabalhar na Lei Maior.

Viveu com a Pombo Gira Rainha, e juntos ajudavam os outros exus em suas evoluções.

Uma segunda lenda diz que o astral fora dividido em várias partes e que cada Exu ficou então responsável por cuidar daquele local.

E eles próprios se denominaram Reis, desta forma, teríamos o Exu Rei, Exu das sete encruzilhadas, Exu Tiriri e por aí vai. Todos eles Rei!

Não existe um consenso sobre a sua origem, sabemos apenas que é um Exu muito respeitado, e de grande poder.

Que se veste de forma elegante como um cavalheiro, usa cartola e capa, sua voz é sempre forte e as vezes rouca, fuma charutos grossos e gosto de uma boa bebida.

Não tem o habito da incorporação, mas quando o faz, procura por médiuns que já estejam preparados para recebe-lo.

Por ser muito grande, o médium parece que ganha peso e tamanho no momento da incorporação.

Não gosta de falta de atenção ou concentração em seus trabalhos, e quando isto acontece ele chama a atenção de quem quer que seja.
  
Seus olhos são capazes de invadir nossas almas e atravessar nosso espirito, nada se pode esconder deste Exu.

Quais os nomes mais comuns deste Exu?

Por vezes falamos de determinadas entidades por outros nomes e os leitores acabam mesmo não os conhecendo.

Sendo assim, decidimos divulgar todos os nomes pelos quais este Exu é conhecido.

Felizmente são poucos, cerca de 5, portanto conseguirá identificar facilmente todos eles.

Além de Rei, teremos ainda:

Exu Rei das Sete Encruzilhadas
” das Almas
” Tiriri
” da Calunga
” das Trevas
Esta associação ao nome Rei, se dá por conta da divisão dos espaços que eles deveriam tomar conta.

Sob o comando de Exu Rei estão os chefes e seus comandos:

Exu Tranca Ruas que comanda o povo da rua
Exu Sete Encruzilhadas que comando o povo da lira
Exu das Almas que comanda o povo da lomba
Exu Marabô que comanda o povo das trilhas
Exu Tiriri que comanda o povo das matas
Exu Veludo que comanda o povo da calunga
Exu Morcego que comanda o povo da praça
Exu Sete Gargalhadas que comanda o povo do espaço
Exu Mirim que comanda o povo da praia
Estes Chefes tem a missão de resgatar os espíritos sofredores e perdidos, juntamente com o Exu Rei.


Exu do Ouro



Quem é Exu do Ouro?
  
Este Exu foi inserido na Umbanda recentemente.

Não que ele não existisse antes, mas seus nomes em incorporações eram diferentes.

Tal como por exemplo:

Exu da Prosperidade;
Exu Lalu;
entre outros.
Exu do Ouro é de Mamãe Oxum, nossa Orixá da fortuna, ouro, riqueza, mas é também de Ogum. Isso pois todos os Exus respondem a Pai Ogum.

Esta entidade trabalha no caminho da lei e da ordem, do dinheiro e da prosperidade.

Ajuda na organização, ordenação, aberturas de caminho, assim como aprenderemos a não gastar mais do que temos!

Fazer com que o nosso dinheiro renda mais e multiplique nossos bens, conforme nosso merecimento.

Também fecha nossos caminhos…

Este Exu nos ajuda ainda a fechar os nossos caminhos que nos levam aos desperdícios, a procrastinação e ensinar abrindo novos caminhos para aprendermos a aproveitar melhor o nosso dinheiro.

Pode nos ensinar a sermos merecedores de coisas melhores, fazendo com que possamos entender melhor o nosso momento financeiro, sem ilusões.
  
Suas oferendas podem ser feitas nos rios, cachoeiras como fazemos para Mamãe Oxum.

Mas pode ser que um peça para ser feita na estrada por exemplo, nada fora do normal, já que este Exu é também de Ogum.

Todo Exu trabalha para tudo, direi desta forma, trabalha para saúde, trabalho, amor, faz caridade e ajuda a ganhar dinheiro através do trabalho.

Porém, o Exu do Ouro além de tudo isto, tem alguns diferenciais, que é por exemplo ensinar o consulente a não gastar mais do que ganha, a ensina-lo a administrar e organizar a sua vida financeira,

Ele ensina a não mostrar o que temos…

Este Exu não promove a ostentação.

Apesar de gostar de um anel ou colar de ouro, mas isto não é ostentar, isto é apenas um dos seus elementos de trabalho, o ouro.

O que Ele faz é ajudar o consulente a se organizar financeiramente, não mostrar aos outros o que tem, e sim trabalhar com o que se tem.

Dando o valor necessário para o dinheiro que também é uma energia, se que não for bem cuidada também se esgota.

Ensina-nos ainda a conter gastos e procurar investir o que se pode em coisas que possam nos trazer retorno.

Ensina-nos por fim que o seu trabalho tem valor e importância e o dinheiro ganho com ele tem que ter o mesmo valor e importância

Dia da Semana: segunda feira
Dia de Comemoração: 13 de julho
Cores: vermelho e preto para quebrar demanda e limpar caminhos, e ai a entrega poderá ser solicitada em uma estrada. Ou amarelo que é de Oxum que representa o ouro e trará prosperidade.
Pedra: Pirita e o ouro

Características

Pacto com Exu
Vitalizador da prosperidade, ponto de vida e riqueza do ponto mineral.

Ajuda a derrubar as barreiras do ego, do orgulho e da vaidade.

Estimula em nós virtudes, ajuda-nos a enxergar nossas virtudes e os caminhos que nos levarão ao amor.

Nos ajuda com nosso trabalho a nunca faltar em nossas casas o pão que alimenta a todos, através dos ensinamentos de como saber usar o dinheiro que se ganha com importância e competência.

É sem dúvida um Exu que nos ajuda realmente a guardar e poupar o nosso dinheiro.

Mostra ainda a maneira correta de o gerir, sendo excelente na gestão.

Não é vaidoso, não mostra o que tem e não gosta de se fazer mais que os outros.

Uma característica muito marcante é que ele adora ajudar as pessoas…

Sabe o que é ter problemas financeiros e vai ajudar todos os que conseguir nesse sentido.

Exu Caveira



Existem várias lendas sobre a sua vida, mas a principal delas é que ele viveu na terra antes de se tornar entidade.

Viveu no antigo Egito, nasceu em 600 DC e viveu até 700 DC, ele fazia parte de uma família humilde que viviam em uma pequena aldeia, seu nome era Próculo.

Próculo era apaixonado por uma mulher e queria se casar, porém para isto era preciso pagar um dote para o pai, e ele ainda não tinha este dote.

Trabalhou muito e em pouco tempo era dono de quase toda aldeia onde vivia e já poderia pagar o dote ao pai da mulher que ele amava.

Porém sem que ele soubesse, seu irmão pagou primeiro o dote e se casou com a mulher que Próculo amava.
  
Ele ficou com muita raiva, mas não fez nada por se tratar do seu irmão.

Sua aldeia só crescia e prosperava muito o que acabou causando inveja em outras aldeias, uma delas resolveu atacar a aldeia de Próculo e levou quase tudo que tinham além de matar muita gente.

Próculo inconformado com aquele ataque, organiza um ataque surpresa contra a aldeia que havia os atacados.

Chegaram de surpresa e mataram muita gente, mulheres, crianças, gente inocente, mas como estavam em número menor foram capturados pelos homens daquela aldeia.

Restaram apenas 49 deles, e todos os 49 foram queimados vivos em uma grande fogueira.
Daí surgiu a sua falange…
E foi desta forma que surgiu a falange de Exu Caveira com 49 espíritos de homens e mulheres:

João Caveira;
Caveirinha;
Rosa Caveira;
Caveira;
Quebra Ossos;
entre outros.
Cada um deles com mais 7 Exus ao seu comando, que por sua vez tinham mais 7 exus e assim por diante.

Podemos por esta história ou lenda, imaginar o tamanho das falanges de Exus não só dos Caveiras, mas de todos os outros.

Esta não foi sua única encarnação, a lendas que contam que ele encarnou no Brasil na época colonial, e junto com ele os 49 que morreram queimados naquela batalha entre aldeias.
O que o Exu Caveira faz na vida da pessoa?

O que Exu Caveira das almas faz na vida de uma pessoa

Exu Caveira trabalha principalmente contra as energias negativas, mas isto não quer dizer que ele só trabalhe com isto, ele pode nos ajudar em todos os outros setores de nossas vidas, sorte, dinheiro, trabalho, amor, saúde, porém ele trabalha muito mais com assuntos de desencarne.

É responsável, portanto, em ajudar os espíritos desencarnados a ganharem suas evoluções e não regredirem em seus conhecimentos.

Este Exu é bastante antigo e amigo e é capaz de realizar grandes milagres na vida de uma pessoa, mas pode também se tornar um tormento para aqueles que não souberam respeitar a vida.

Exu Caveira é um grande protetor dos que são merecedores de sua proteção.

Ao contrário do que falam, ele não é rude e grosseiro, muito pelo contrário ele é brincalhão, mas não foge de suas obrigações e quando é preciso brigar com um consulente ele briga e não mede as palavras para isto.

Características dos filhos de Exu Caveira

Filhos de Exu costumam ter um comportamento muito peculiar.

São contraditórios, dizem não quando querem dizer sim, vai a lugares que sabia que não poderia ir só por teimosia. A contradição é nata nos filhos de Exu.

São pessoas muito ligadas ao sexo, apesar de não serem tão bonitos, eles exercem uma fascinação no outro, são sensuais, grandes amantes, são considerados conquistadores e por isto vivem muitas paixões. A reciprocidade no amor é muito importante para um filho de Exu, se eles sentem amados, amam em dobro, mas se não se sentem amados, machucam muito o outro.

São cheios de manha, gostam sempre de dar a volta por cima, uma brincadeira aqui, uma mentira acolá, um dinheiro que ficou devendo e vão levando a vida, em festas adoram se embriagar e acabam importunando as pessoas com seu jeito um tanto quanto expansivo.

São muito prestativos e alegres, difícil ficar ao lado de um filho de Exu e não morrer de ir com suas brincadeiras, e estão sempre a disposição para ajudar o outro.

Filho de Exu está sempre envolvido em alguma encrenca, isto porque são provocadores, seja em qualquer assunto, até o que ele não domina, adora provocar, contradizer e isto gera sempre conflitos.

Pombo Gira Rosa Negra



A Pombo gira Rosa Negra pertence à falange de Dona Rosa Caveira e das Pombo Giras que trabalham com Rosas, Dona Rosa Caveira, Sete Rosas, Rosa Vermelha, Dama das Rosas entre outras, são Pombo Giras ligadas a sexualidade e sensualidade, o que difere a Dona  Rosa Negra das demais é que ela esgota as ações negativas ligadas a questões afetivas, sensuais e até sexuais..  Contam que em sua última encarnação foi uma escrava em uma fazenda na Bahia. Rosa Negra é muito rara,  de difícil aparição

Adotou o nome Rosa por pertencer à falange de Rosa Caveira, e Negra, devido a sua última encarnação, como escrava, numa alusão à sua pele.

Pessoas que praticam trabalhos de amarração, pessoas que cometem adultério entre outras coisas são cobradas por esta Dama da Rosa Negra. É uma Pombo Gira que conta com aliadas como a Pomba Gira Dama da Noite, seu campo de atuação é vasto, cruzeiro das almas, campos, bosques, florestas, encruzilhadas, todos os locais que uma rosa puder crescer e florescer é seu ponto de atuação.

Existem muitas Pombo giras  que se apresentam como mulheres negras. Como bela negra que era, sofreu muito com os abusos sexuais por parte de seu senhor e feitores. Para vingar-se, utilizava a magia negra contra o seus agressores. Morreu aos 28 anos, vítima de doença venérea.

O desencarne, aliviou o sofrimento da carne, mas não o da alma. Dona Rosa Negra hoje, arrependida, dos males que causou com seus feitiços, trabalha para sua evolução como Pombo gira na Falange de Dona Rosa Caveira. Não se interessa muito pelos romances, atua nos casos de proteção contra contra magos negros. Não recebe oferendas, pois age somente com o mando e permissão de Dona Rosa Caveira. Dona Rosa Negra se encontra hoje em paz, buscando evoluir cada vez mais.
Laroiê Pomba Gira Rosa Negra!

Maria Padilha das Sete Rosas Vermelhas



América é um pequeno povoado cravado no alto da serra grande, a famosa serra dos cocos. Como todo lugarejo serrano se destaca pela sua paisagem bucólica. Um clima de fresco para frio, o céu é um típico azul anil, salpicado de alvas nuvens e um verde em todos os tons reveste feito uma esplendida pintura a natureza serrana espalhando esperança por toda serrania.
Conhecida pela Lenda de Santa Feliciana, e por sua tradicional feira, onde o forte é a compra, troca e venda de animais, foi também, palco de uma linda história de amor.
Foi num sábado ensolarado que o lugarejo amanhecera tomado por um bando de ciganos que se dirigiam até aquele local com o intuito de fazer boas trocas e grandes negócios. Num minuto o bando montou sua tenda. Aquela espécie de circo colorido chamava a atenção de todos os habitantes da América. Depois da barraca montada e devidamente instalada, buscaram o rumo da feira.
Em pouco tempo a cidade ganhava nova paisagem. Ciganas com suas roupas multicores, davam um novo colorido aquela região, tingindo o ambiente com cores fortes e vivas. Com muita desenvoltura abordavam os serranos fazendo profecias na leitura de mãos. Belos ciganos montados em seus cavalos encantavam as mocinhas sonhadoras que se animavam com tanta movimentação. Enquanto as ciganas circulavam lendo mãos, os velhos e espertos ciganos munidos de farta experiência faziam suas trocas na feira. O cigano Ribamar, um belo moreno de olhos verdes montado em seu enfeitado jumento parava na barraquinha de Rosa.
— Bota uma Serrana aí!
Rosa estava de costas, quando se voltou, já trazia a dose de cachaça na mão. Seu ouvido apurado lhe confirmava que aquela voz cantada era de um estranho. Quando os dois entreolharam-se, uma forte magia os contagiou, estavam embevecidos um com o outro. A magia por um momento os tirara do ar.
De um só gole o cigano tomou a pinga, e Rosa que rubra ficara com aquele olhar penetrante, voltava a normalidade. Ali nascia um típico caso de paixão a primeira vista. Rosa que era desimpedida iniciava com Ribamar, a contra gosto de sua família, uma linda história de amor. A fama dos ciganos, aquela vida nômade, e os comentários no pequeno lugar, tudo isso foi motivo para que os pais de Rosa a trancassem a sete chaves proibindo o belo romance.
Nem Rosa nem o cigano Ribamar se conformavam com aquela proibição, e assim sendo deram um jeito de trocar recados e bilhetes. Mas tudo isso por pouco tempo, pois no sábado seguinte os ciganos levantariam acampamento. Ribamar não poderia deixar o bando, mas não queria deixar o seu amor e foi nesse emaranhado de pensamentos que ele resolveu que roubaria a Rosa da América. Comprou, um lindo vestido vermelho, pulseiras e tiaras com medalhas dependuradas e uma rosa também vermelha para que sua amada , fantasiada de cigana fosse confundida com as outras ciganas do bando. Rosa lamentava deixar seus pais, mas não suportaria viver sem o seu grande e único amor.
Concordou com a proposta de Ribamar, e enquanto seus pais trabalhavam na barraca, ela vestida de cigana subia da garupa do Giron , jumento montado por Ribamar, e mais tarde foram acompanhados pelo bando que comovido com a paixão dos jovens deu-lhes total apoio.
A América inteira sofreu com a fuga de sua Rosa. Os pais saudosos choravam por sua filha, e Rosa também não esquecera os seus entes queridos. Depois de um ano, num sábado de sol, dia de feira, ao longe se via um bando de ciganos, a exemplo de outros tempos invadindo o lugarejo. Na frente dois jumentos: um montado por Ribamar com uma criança no colo. No outro Rosa, vestida de vermelho, com uma rosa nos cabelos, e na mão uma bandeira branca pedindo paz.
Rosa era chamada pelos ciganos, Rosa vermelha, todos no bando gostavam dela. Dessa união nascera uma linda menina a qual deram o nome de Verbena. Rosa foi recebida com festa por todos, e perdoada por seus pais. O bando resolveu libertar Ribamar das leis ciganas para que ele enfim, pudesse ter uma vida mais sossegada e feliz ao lado da esposa que tanto se sacrificara por ele.
Contam que, desse tempo para cá, as mocinhas da América quando querem conquistar suas paixões, colocam uma rosa vermelha nos cabelos, vestem um vestido tão vermelho quanto a rosa aparecendo assim, na frente do seu pretendente que ao encontrá-la nunca mais largará do seu pé. Dizem até que, já criaram um grupo folclórico que leva o nome de: “Rosa Vermelha da América.”
Hoje é conhecida como Maria Padilha das 7 Rosas Vermelhas.
Grande conhecedora das magias ciganas.

Exú Cigano



Como o próprio nome diz, Exú Cigano se manifesta sob a aparência de um cigano. Quando vivia, foi um Cigano Árabe, que veio como escravo ao Brasil junto com um contingente que provinha da África Oriental. Seu nome em vida era Hussam. Por ser o primeiro cigano que se iniciou no culto afro-brasileiro que vivia junto com os demais escravos, obteve o privilégio de ser o comandante dos demais ciganos que se iniciaram, de onde passou a ser chefe do povo cigano. Logo, quando começou a manifestar-se, primeiro na macumba primitiva, logo depois na Umbanda e por último como “Exú do Alto! se dá a conhecer como “Cigano L’erú” que significa: “O Cigano que foi escravo”, dando a entender que foi um dos que chegaram primeiro.

Exu tiriri das sete encruzilhadas



O Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas alguns estudioso afirmam que em uma de suas “Lendas” diz que ele viveu na Irlanda no século XVI, como mero camponês, era moço formoso e Humilde, cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela Jovem, filha do senhor feudal do condado, seu amor impossível, foi causa de sua desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.

Sua convivência com a Dor, a Peste, a Cólera, a Lepra, a Tuberculose e outros males o fez ao mesmo tempo Caridoso e Revoltado, por tanta Dor e Sofrimento.
  
Hoje Exu que vem na Linha da Magia Branca, trabalhar para as Curas de todos os Males e combater todas as Formas de Vingança.

Exu tiriri da calunga



O Guardião Tiriri da Calunga e de grande força, atuar em despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, cemitérios etc. Sobre sua características físicas apresenta-se com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato siamês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, possui uma capa preta e vermelha, usa bengala ou um bastão na sua mão. Ele vem na Linha de Oxalá. (Conforme alguns estudiosos).
Seu Tiriri é um exú rebelde, de acordo com as “lendas” ele se apaixonou pela filha de um rei, e o mesmo sabendo disto, o aprisionou numa torre!
  
Mesmo sendo rebelde, ele também é um exú bastante sedutor, chama atenção de homens, crianças e hipnotiza as mulheres!
  
Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além, por isto é um dos mais evocados em casos relacionados com adivinhação através de búzios, principalmente no Candomblé.
 
 Dependendo do tipo de Tiriri dependerá do tipo de Pomba gira que o acompanha nos trabalhos. A parceira de cada exú se evidencia nas zimbas (pontos riscados), as quais são antigos símbolos, os quais representam o lugar onde vive o exú, seu nome e sua parceira como temas principais, também se podem ler nas mesmas partes da vida terrena deste exú. Os pontos riscados são a firme evidência de que o que está escrito nada pode mudar isto se aplica também ao nome do exú, sua vida, moradia e parceira, nestes cultos os pontos riscados ou firmeza espiritual equivalem a Ifá para os cultos iorubá. Lamentavelmente, nem todos se capacitam no estudo dos símbolos sagrados e por isso muitas vezes somos tidos de que os assentamentos de Exú onde lhe dá nomes que não os pertence ou às vezes de uma parceira que não lhe corresponde. Isto traz como conseqüência que a pessoa que recebe a dita entidade, com o tempo acaba deixando desse templo, para buscar algum onde na realidade reconheça seu nome ou parceira.

Escudo Fluídico – Esta entidade obedece à força deste escudo fluídico riscado com pemba roxa com um vértice ou ponta para o cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado deve ser de cor cinza-clara, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem puramente espiritual, ao longo da linha de saída que corta o dito triângulo e para pedido ordem material, com velas pares dentro do triângulo. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em prato de barro, acesos de lumes para fora, em leque. Aceita qualquer espécie de flores miúdas de tonalidades pardo-escura, etc., junto com galhos de vassourinha-branca por cima e ao redor de sua oferenda. Estas oferendas devem ser feitas às quartas-feiras, entre nove horas e meia-noite, sempre numa encruzilhada de quatro saídas ou caminhos, nos campos, capoeiras, etc., e nunca nas de ruas.
Seu poder é: sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.

Exú Tiriri




Como sabemos, existem muitos ( Exu Tiriri ) com suas divisões de acordo com a sua atuação, mas não quer dizer que ele não atue em outros campos, assim como existem exus que recebem suas oferendas em encruzilhadas, principalmente as de terras, o mesmo pode também receber em estradas de ferro, podem solicitar suas oferendas em outros lugares tais como pedreiras, cachoeiras, campo aberto dependendo da sua necessidade de trabalho, pois alguns exus carregam consigo o mistério sétuplos. Exu trabalha com a natureza e a natureza estar em todo o lugar.

O Mistério do Exu Tiriri atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Mistérios “Sete” (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Aços, Sete Trevas, Sete Fogareiro etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida, abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva, podendo realizam Curas de todos os Males vindo a combater todas as Formas de Vingança. Seu poder é sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.
Os Guardiões (TIRIRI) atuam nas vibrações dos verbos-função “quebrador”, “devolvedor” e “retornador”, assim como, são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negras.
Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além.

Exu treme terra



Desde os tempos mais remotos, a serpente desempenha um papel fundamental em todas as culturas. Associada, antes de tudo, à fonte original da vida, guarda em si grandes paradoxos, podendo significar a luz ou as trevas, o bem ou o mal, a sabedoria ou a paixão cega, a vida ou a morte.

Entre os símbolos primordiais, a serpente é aquele que mais fortemente encerra toda uma complexidade de arquétipos. Presente em todas as culturas, sua imagem mitológica assume sempre um papel fundamental, associada que está, antes de tudo, à essência primordial da natureza, à fonte original de vida, ao princípio organizador do caos, anterior à própria Criação.

A serpente guarda em si intrigantes paradoxos: se por um lado exprime uma ameaça (já que de seu veneno pode sobrevir a morte), por outro, resume no processo de renovação de sua pele todo o intrincado mistério da vida, que se atualiza em movimento rejuvenescente.

Diferentes cultos e cerimônias ritualísticas reverenciam esse réptil sorrateiro, atribuindo-lhe as mais díspares qualidades. As serpentes podem estar associadas a cultos solares ou lunares; a sociedades matriarcais ou patriarcais (quando assumem valores masculinos ou femininos); podem significar a luz ou as trevas; a vida ou a morte; o bem e o mal; a sabedoria ou seu oposto, a paixão cega; representar o falo (por seu corpo assemelhar-se ao bastão) ou mesmo a vulva (conforme se lhe parecem as escamas que a recobrem, bem como o formato de sua goela quando esta se abre para devorar sua presa). Tanto quanto as energias yin e yang expressam no taoísmo as polaridades negativa e positiva que estão por detrás de toda manifestação da natureza, os ofídios, miticamente, ocultam em si a síntese dessa dicotomia universal.

Oroboro: alusão ao processo dinâmico e transformador da vida.

Uma das figuras mais intrigantes do simbolismo alquímico, presente milenarmente em diversas culturas, é a da cobra (ou dragão) que morde o próprio rabo e opera, num movimento circular e contínuo, todo o processo dinâmico e transformador da vida. “Meu fim é meu começo”, diz a cobra nesse ato mágico de devorar-se e cuspir-se, a representar a unidade indiferenciada da vida e seu caráter divino implícito na perfeição do círculo. À serpente devorando a própria cauda, os alquimistas chamaram oroboro. Tal palavra não consta da maioria dos dicionários e, em alguns livros da Grande Obra, aparece grafada como ouroboros, principalmente na língua inglesa.

Outras fontes, menos comumente, escrevem-na uróboro. Particularmente, prefiro o termo oroboro, visto não ter sido nunca tão oportuno em nossa língua nomearmos um símbolo cuja singularidade é a de não ter começo nem fim, por meio de palavra tão especial, que pode ser lida de trás para a frente sem prejuízo sequer de sua pronúncia, transmitindo a idéia de algo que se expressa ciclicamente.

Etimologicamente, o termo tem curiosa explicação: óros, em grego, significa “termo, limite”, podendo ser também “meta, regra ou definição”; borós se traduz por boca, ou voracidade. Oroboro, então, representa aquilo que se delimita ou se atinge pela boca, e também aquilo que se define por sua própria função. Órobos, em grego, ainda significa “planta”, mais especificamente a alfarroba (fruto da alfarrobeira), uma vagem de polpa doce e nutritiva indicada no tratamento das doenças inflamatórias digestivas. O dicionário Aurélio traz para órobo o significado de “cola”, palavra que, além de se referir a outro tipo de árvore (a Cola acuminata), também pode significar “cauda”, conforme certos regionalismos do Brasil.

O mesmo termo é igualmente encontrado na língua espanhola a designar o rabo dos animais. Para orobó (só muda o acento), o Aurélio reserva o sinônimo coleira, em nova referência à aromática árvore acima citada, cujas sementes guardam extrato lenhoso de propriedades estimulantes, semelhantes à cafeína. Coincidentemente, coleira é o nome dado ao colar que cinge o pescoço dos animais, e o oroboro lembra sua forma. Além disso, nossas vísceras intestinais assemelham-se à serpente enrolada, e o aparelho digestivo como um todo (se tomado da boca ao ânus) bem desenha a serpente aprumada, prestes a dar seu bote, a devorar sua presa.

Multicolorida, venenosíssima e devoradora de outros ofídios, a cobra coral pertenceu aos magos, que receberam há muitos milênios a missão de revitalizar no plano material a tradição do arco íris sagrado.

É um símbolo mágico, que na Umbanda está representado pela hierarquia espiritual que atende pelo nome simbólico de: Caboclos e Exú Cobra Coral. Dizem os magos que quando a lei solta uma de suas serpentes mágicas, nem a própria lei consegue recolhê-la sem antes matá-la. Como a lei não mata nada, muito menos um de seus mistérios mágicos por excelência, a coral da lei, continua ativa.

É uma serpente (simbólica) que consegue anular a grande cobra negra sem ter que matá-la; apenas a devora e incorpora seu veneno nas suas listas negras, tornando-se assim, ainda mais poderosa. Todo aquele que tem uma coral à sua direita, esta sendo amparado pela lei.
E quem a tiver pela esquerda, pela lei está sendo vigiado. Este é um comentário simbólico.

A Serpente Dourada simboliza o saber puro, e tal como a coral, jamais foi recolhida à faixa celestial, pois a serpente dourada (o saber) é a única que consegue eliminar a serpente negra (a ignorância) sem sofrer qualquer contaminação.

A serpente está presente em toda a história conhecida pelo ser humano. Na bíblia, ela é a responsável por fazer Adão e Eva sucumbirem ao pecado. Analogicamente, é a responsável por impor a responsabilidade aos homens e ensinar-lhes que Deus lhes deu o livre arbítrio para escolher o caminho a prosseguir.

Exu Treme Terra, que raramente se manifesta, e que é regido pelo orixá Omulu e Obá , que forma seu triângulo de forças com nossa amada Mãe Nanã Buruquê.
  
Esse Exu é firme, aguerrido, resoluto nas ações, racionalista e circunspecto. É preciso nos seus conselhos e não são de muita conversa, quando sentem que os conhecimentos que trazem não estão sendo assimilados por seus médiuns e pelos consulentes, ele fica observando e esperando a transmutação.
  
Existe grande confusão com relação a magnitude deste Exu onde alguns chegam a confundi-lo com Caboclo Treme Terra, que é um Caboclo da linha de Xangô. Isto ocorre pela similaridade da nomenclatura, mas Exu Treme Terra não é um Caboclo Treme Terra virado na esquerda, o fundamento de manipulação magística e transformadora Exu Treme Terra, é o de ser um executor, pelos domínios de força do Senhor Omulu e Mãe Oba.

Sendo a própria terra, onde caminhamos e nos sustentamos, e sendo a terra geradora permanente de vida, encontramos nela a primeira grande magia de Omulu, que é a famosa força da gravidade, que atrai tudo para si, assim como também, as diversas forças dos demais Orixás formando novas conjugações.
Os desdobramentos do Senhor Exu Treme Terra se dão dentro dele mesmo.
Enquanto Pai Omulu absorve e atrai tudo a si mesmo por representar a Terra e Mãe Oba, concentrar essa mesma Terra em torno de si, Exu Treme Terra, como já diz o nome simbólico, é um Exu de descarga repelente, é onde fazendo a Terra Tremer, descarrega todas as energias contrárias, é ele quem reina num Terremoto, quando a Terra Sacudida em abalos avassaladores, tira tudo de seu caminho
Por seu tipo de energia sacudir e derrubar tudo, e sugar as energias negativas transformando-as em positivas, transmutando e transformando tudo que nela (terra) toca e entra é por isso que Ele não “vai” a outros Exus, mas os outros é que “vem” a Ele.
Sendo o Exu a comando do Senhor Omulu, Orixá este que permanece no limite entre vida e morte, também foi permitido a Exu Treme Terra domínios na saúde e doença.
Ele é um Exu da Terra, Mestre da Magia. Energia emanada por Zambi, O Criador para destruir os malefícios gerados pelas doenças ou por qualquer tipo de magia e/ou enfeitiçamento.
De Mãe Obá ele transmuta na transformação energética mágica, de toda energia produzida de forma natural, ou seja, transformador da energia natural (toda energia que seja emanada da natureza ou do nosso próprio pensamento). Ele transforma tudo e descarrega para a terra, que transforma e transmuta em energia positiva devolvendo para o astral de forma limpa.
É o único Exu que trabalha em todas as sessões mesmo que não tenha sido evocado. O Senhor da Terra Omulu envia Exu Treme Terra em ação, mesmo que não tenha sido invocado. O que reforça a importância da necessidade de nos harmonizarmos com todos os Orixás, pois eles trabalham, atuam e interagem em absoluta e total harmonia o tempo todo.
Em função de sua característica básica ser de nos trazer a consciência cármica, e ser um Exú do tempo e da lentidão, já que absorve de Mãe Oba a paralisação dos seres viciados e que precisam de transformação, ele sacode a Terra, para derrubar todas as energias que contradizem com a evolução desse ser.
A palavra chave para Exu Treme Terra é concretização. Ele nos trás o silêncio e a concentração.
Por ter como elemento a terra e ponto de fixação o Cemitério (Calunga pequena), é lá que esse Exu é o grande manipulador das forças de magia, sendo Senhor Omulu o Mestre.
As suas cores são o preto e o branco em proporções iguais.
Sua oferendas são em todos os tipos de terra, mas é no cemitério onde se concentra seu poder magístico.

Exú Serpente



Falar sobre o Sr. Serpente é tarefa difícil. É muito raro encontrar médiuns que trabalhem com este Exú. Portanto, a descrição abaixo mostra somente sua atuação apenas comigo, pois não tenho nenhum material descritivo ou qualquer outro que reflita este Exú de outras maneiras.

Trabalhar com o Sr. Serpente é sempre um grande evento e sempre traz grandes lições.
Encruzilhadas, calunga, etc… não há campo em que este Exú não faça sua presença.

Conversar com ele é sempre um grande desafio, pois não tolera muita brincadeira. É como andar no fio da navalha, ao menor sinal de fraqueza do consulente é o suficiente para que a conversa fique muito séria e faça este Exú dar verdadeiras lições de vida. Ele muda o tom de uma conversa em apenas uma frase.

É médico por excelência, muito embora não diga se em alguma encarnação tenha sido médico formado ou não. Durante sessões de cura trabalha com água limpa e faz aplicações energéticas nos diversos pontos de energia distribuidos pelo corpo.

É mestre em apontar os erros e mostrar o caminho certo. Assim como um Preto-Velho, dificilmente fala abertamente qual é a resolução de um problema. Ele gosta de criar o ambiente favorável para a resolução destes e mesmo que o problema seja sério, nunca deixa transparecer. É normal os consulentes não entenderem o que este Exú está fazendo quando desempenha seu trabalho e pede que, para que haja a solução, sejam pacientes e procurem sempre o caminho certo.

É normal vê-lo explicando sobre a vida, a morte e a Umbanda neste meio. Quando perguntam a ele algo sobre espiritualismo tem sempre o maior prazer de explicar. Cobra como ninguém o estudo de seu médium e de outros médiuns que venham a trabalhar ao seu lado.

Apresenta-se (perispírito) como caucasiano, magro, alto, cabelos curtos e negros, olhos negros, vestido com roupas brancas simples, sem calçados, com uma capa preta por fora e branca por dentro com seu ponto riscado nela. Traz na cintura uma faixa preta e nesta um punhal de bronze muito bem entalhado e adornado com um rubi no cabo. Em sua mão direita sempre traz um tridente enorme. Manca do pé direito (diz que quando vivo alguém lhe deu um tiro no pé e traz consigo este particular). Mostra um leve sotaque nordestino.

Para os médiuns videntes é comum observar muitas serpentes passando pelo terreiro quando ele está chegando. Também vêem-se as serpentes durantes trabalhos de cura, mesmo que este Exú não esteja diretamente envolvido no trabalho.

É habilíssimo com quiumbas e tem uma paciência e amorosidade ímpar quando trata problemas relacionados a espíritos obsessores. Normalmente, durante uma sessão de desobsessão, o espírito obsessor será trazido para sua falange e trabalhará para ele durante sua evolução.

Acho até que o Sr. Serpente é muito criterioso com relação à outras entidades. Já tive a oportunidade de observá-lo dando broncas em algumas entidades por não cuidarem de correta maneira de seus médiuns.

Sr. Serpente, quando arria no terreiro para trabalhar sempre traz consigo sua Pomba-Gira de beleza inigualável. Ela veste vestido de baile verde-musgo e, segundo os videntes, é de uma beleza estonteante.

Exú Capa Preta



Se trata de uma entidade que quando vida era um padre da Igreja católica, em uma época remota, mais antiga, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.
Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.
Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.
Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais sai sem solução

Exú Pimenta



Exú bastante emergente no movimento atual de Umbanda, suas falanges crescem a cada dia, aumentando e solidificando seu poder de abrangência e atuação. De personalidade forte e irreverente, possui uma língua deveras afiada, sempre pronto a salpicar-nos as verdades que teimamos em esconder. Carismático e sedutor, contudo, suas palavras tem o poder de atingir-nos sem machucar, de conscientizar-nos sem nos reduzir a auto-estima. Em resumo, ele tem o dom de falar na lata o que não queremos ouvir e a gente ainda agradece.
  
Viveu na Europa entre 1420 e 1480 mais ou menos, estabelecendo-se em Portugal, muito embora, acredito, não tenha nascido nesse país. Enriqueceu como comerciante, usando de seu raciocínio rápido e habilidades retóricas. Passou, assim, a fazer parte da nobreza, frequentando a corte, período em que constituiu carmas relativos ao uso desvirtuado do dinheiro e do poder adquiridos. Segundo ele: “Errei, penei, aprendi, compreendi, me transformei e venci. Hoje trabalho, sem reclamar, ajudando idiotas como aquele que eu fui”
  
Sr Pimenta é um Exú ligado, essencialmente, ao elemento fogo. Os outros Exús costumam chama-lo de “O Ardido”. Essa ligação com a energia ígnea, dizem, associa-o ao Orixá Xangô, mas pessoalmente desconheço se essa afirmação é procedente. Um de seus parceiros inseparáveis é o Sr Exú Pinga Fogo, a quem atribui o destino daqueles trevosos vencidos que, orgulhosos, rejeitam suas ofertas de paz. Também se associa aos demais Exús do fogo, como Sr Exú Brasa, Sr Exú Bara, entre outros.
Para realizar seu ofício de guardião, utiliza-se de armas diversas, a exemplo dos muitos e afiados punhais que carrega ocultos por trás de seu fraque bordô. Quando em demanda, apresenta-se acompanhado de enormes cães negros, nada amigáveis, semelhantes a rottweilers, mas de olhos vermelhos como o fogo.
Duas coisas irritam sobremaneira Sr Exú Pimenta: falta de respeito com os Exús por parte de nós encarnados e espíritos trevosos que utilizam o nome Exú para arriarem em terreiros. Não gosta de brincadeiras e pode se tornar verbalmente muito agressivo se defrontado com algum tipo de desrespeito. Quanto aos falsos Exús, costuma ser implacável e demonstra prazer ao derrubá-los.

Não obstante essa personalidade forte, e suas alterações de humor a depender do teor dos trabalhos que realiza, Sr Pimenta é, de maneira geral, um espírito muito alegre e irreverente. Tanto que quando chega no Terreiro, através da incorporação, a primeira coisa que faz é, invariavelmente, abrir um longo sorriso.
Exu Pimenta: especializado na elaboração da química e dos filtros de amor. Dá o verdadeiro segredo do pó que transforma metais. É reconhecido quando incorpora por um forte cheiro de pimenta que exala.

Exu da barra



Exus Guardiões, os exus do mar, como por exemplo os senhores: Exu da Barra, Exu do Mar, Exu Pirata, Exu Marinheiro, Exu Capitão dos Mares, Exu Maré, Exu das Ondas entre tantos outros.

Os Exús desta linha trabalham numa área onde há poucos exús, pois trabalham debaixo do fundo do mar, nas cavernas submarinas, no fundo do mar onde nem a luz do sol alcança, em canais e braços de mar, e na barra também. A barra por exemplo é uma barreira natural do mar, onde formam-se as ondas. É lá que reside o Grande Exu da Barra, um tenente da falange de Tranca-Ruas, estes exús vibram na corrente masculina, mas tem muita ligação com Iemanjá e são seus enviados, é incorreto confundirmos estes Exus com Marinheiros, apesar de se apresentarem as vezes juntos, pois o campo de trabalho é outro, estes exus tem como objetivo principal o equilíbrio marinho dos mares e oceanos.
  
Estes exus são de grande valia para nós, apesarem de nãos serem tão conhecidos, mas são fundamentais para a vida humana.
  
Dentro desta linha alguns exus da falange do Senhor Exu do Lodo também se apresentam. Mas o que sabemos irmãos é que o mar esconde muitos mistérios e naquela vastidão imensa Exu também tem seus comandados ao lado da grande Mãe Iemanjá. Prova da existência destes exus são os tritões que fazem parte da mitologia de várias culturas.

Exú 7 Porteiras (Guardião 7 Porteiras)



É o encarregado de guardar tudo o que está fechado por meio de caminhos , portas , chaves , segredos.
Pertence a terceira linha negativa da Umbanda , comandada pelo Ogum de Lei .
Esse Exú da o poder ao seu Médium , o que invoca para abrir os caminhos das pessoas que o procuram . Exú Chefe de Falange .
O sentido é figurado , pois pela condição de confiança que ele faz passar as pessoas que estão junto ao seu protegido , essa faz as vontades do médium , permitindo , autorizando , fazendo , confidenciando .
É muito soturno , fala pouco , porem sempre a verdade , ele sempre diz que fala a verdade para seu consulente , e não fala o que seu consulente quer ouvir , mesmo se a verdade for digamos , ruim para o consulente , também faz as pessoas falarem muito com ele .
Tem a característica de incorporar sempre próximo a uma porta . Domina as 7 fronteiras , ou seja , ele pode abrir ou fechar suas portas , caminhos , destinos , etc …
Ele é um dos 7 guardiões que toma conta dos 7 portais astrais , de um mundo para o outro ou de um astral para o outro .
Características :
– Bebida : Bebidas finas e marafos .
– Fuma : Charuto .
– Guia : Vermelha e Preta .
– Lugar : Ambientes fechados , na encruzilhada de terra ou mata .
– Vela : Pretas , vermelha e preta .

Exú das Matas



Exu das Matas  chefiado por Exu Rei das Matas. Comanda todos os Exus que trabalham no verde ou locais que tenham árvores (à não ser de cemitérios, pois pertence a outro reino). Líder de falange, trabalha tanto para Oxóssi como para Ossâim. Tem seu ponto de força firmado em matas fechadas ou à beira de lago circulado por verde. Quando ele está incorporado observa tudo a sua volta, costuma falar mais do que ouve pois já observou a pessoa que irá conversar.
É muito evidente o seu extinto de caçador, mostra-se muito ágil quando incorporado lembrando jovens índios caçadores, porém ao falar nos passa a impressão de ser um velho sábio, assim como um grande Pajé. Exu das Matas é conhecedor dos mistérios das ervas, raízes, sementes, folhas, flores e frutos. Costuma ensinar o preparo dos banhos, chás, pós, óleos para a cura da alma e do corpo.
Exige dos seus filhos o estudo religioso, a disciplina e o respeito com o próximo, pois costuma dizer que nada adianta a entidade ter o conhecimento se o cavalo esta despreparado como ser humano e como médium para auxiliar. Não admite traição e mentiras. Agora, não se esqueça de pedir licença quando adentrar a Mata de Oxossi, pois ela tem um Guardão. Laroiê, Exu das Matas! Ê Mogibá! Eu te saúdo, Exu das Matas!

Exu Gererê



Exu Gererê  é um Exú pouco conhecido, apresenta-se sempre com uma armadura, carregando um tridente e uma espada, porém confundido com Exu Ganga, que por sua vez, é por demais conhecido dentro das giras Umbandistas e Quimbandistas, e é este Exu, elemento desta forte e perigosa linha da Quimbanda.
Os espíritos que são os componentes desta linha são exímios entendidos na pratica da magia, seja astral, seja natural ou qualquer outra forma ou modalidade a eles requisitados. Sua atuação principal é dentro da magia vodu, muito conhecida a nível superficial, sendo esta modalidade da magia, ensinada a pouquíssimos iniciados, haja vista sua complexidade, sua extrema e perigosíssima eficiência, que em mãos erradas podem resultar grandes e as vezes irreversíveis conseqüências, tanto ao operador quanto a infeliz vítima.
Deixo claro que a magia vodu pode ser amplamente requisitada e usada para fins maléficos, na qual obtém resultados rápidos e por demais eficientes, contudo a magia vodu também, e deveria assim ser, utilizada para fins benéficos e virtuosos. Os espíritos que se apresentam dentro desta linha são denominados vulgarmente de “Gangas”. Este fato é existente pelo pouco conhecimento que se tem que o chefe desta linha é Exu Gererê. São os elementos desta linha:
Exús
Exu Quebra Galho
Exu Sete Cruzes
Exu Gira Mundo
Exu dos Cemitérios
Exu da Capa Preta
Exu Curador
Exu Ganga

Exú Gato Preto



Exú gato preto era um feiticeiro da Europa antiga, o gato em muitos mistérios mágicos estava ligado a questões de sorte e má sorte, alta magia negra, homossexualidade.
Este Exú possui duas versões onde numa ele foi morto por praticar sodomia com outros homens e ao ser torturado e morto pelos inquisidores, o calabouço onde ele foi torturado e morto se encheu de gatos pretos que apareceram misteriosamente;
Outra versão diz que ele era praticante de alta magia na Irlanda antiga que vivia no interior de uma caverna e usava o gato preto para trazer imortalidade, pois a lenda diz que os gatos possuem 9 vidas, sendo que este se encantou como o Exu gato preto, trabalhando para trabalhos de boa sorte, sendo que muitos confundem o Exú Gato Preto com quiumbas que se passando por ele trabalham em feitiços para trazer má sorte (azar) para a vida das pessoas, não sendo estes realmente o Exú Gato Preto. Ele trabalha para sorte, longevidade e proteção contra inimigos e emboscadas, para casos amorosos entre homens, trazendo sigilo e segredo, tem forte ligação com Exú Duas Cabeças.
Exu Gato preto é um Exú muito alegre e muito gentil. Solícito e muito brincalhão
Gosta de vir na gira dos Malandros comandadas por Seu Zé Pelintra. Sempre sorrindo e dançando gosta de ficar perto das moças, ( Pombo giras) gosta de cantar e fuma cigarro, só trabalha com charuto em casos muito particulares.
Ele passa uma energia alegre e cheia de malandragem. Gosta de uma cerveja e uma boa aguardente.  Um Exu muito carismático e que sempre tem um Gato Preto perto dele. 
Ele trabalha com outros Exus como Seu Exu Pantera Negra e Exu Meia Noite.

Exú Kaminaloá


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Discreto, muito calmo,  mesmo  quando  invocado  em   trevas   Exu  kaminaloá [ Tharithimas ]  trabalha ao lado de Exu Mangueira, e é um dos seis mais poderosos da quimbanda. Aparece comandando, um grande número de espíritos com forma de pretos ornados de penas na cabeça e na cintura; com argolas nos lábios, nas orelhas e nos braços, são especialistas em criar e curar doenças mentais.

O Exu Kaminaloá é o chefe da linha de Mossurubi da quimbanda. Seu ebó e amalá são levados na Calunga. Não aceita brincadeiras. Usa de muita psicologia com as pessoas. É calado, vingativo e não gosta de fazer amigos. Usa muita pimenta misturada com azeite e vinagre nas suas oferendas. Gosta de aparecer  com traje de cor vermelho vivo.

Caboclo pena verde



Pena Verde é de uma Tribo Asteca, oriunda dos Estados Unidos que veio migrando até chegar na Amazônia, onde se instalou. Sua aparência: usava calça de couro, tinha cabelos longos e grisalhos e seu penacho, longo, tinha as cores (verde, vermelha e branca) cada cor representada um irmão.
Relatou que para um índio se tornar pajé  tinha que participar de um ritual: caçar e trazer um javali para a tribo;
  
Quando Pene Verde foi participar deste ritual, tinha mais um adversário, o vencedor seria quem trouxesse a presa primeiro; Os dois saíram para a missão no mesmo dia. O seu adversário voltou no dia seguinte com um javali abatido.
  
Pena Verde só retornou após 30 dias, o impressionante é que ele não precisou abater o javali, durante este período ficou observando o comportamento e foi se aproximando até domá-lo. Só então retornou para a tribo. Entrou triunfante, montado no animal!
  
Tinha dois guerreiros que considerava seus braços, o filho e o sobrinho.
Certo dia, a sua tribo foi invadida e começou uma guerra sangrenta, Pena Verde, sentiu uma profunda dor nas costas, havia sido alvejado por uma flecha, antes de morrer, pediu a Tupã para ver quem era o autor de tamanha atrocidade. Poucos minutos se passaram e ele pode ver seus guerreiros sendo massacrados, mulheres e crianças sofrendo as maiores barbaridades, então virou-se para trás e pode ver que o seu querido sobrinho a quem tinha tanta estima e confiança era o mentor do ataque.
Para que morresse em paz, Pena Verde perdoou seu sobrinho, tirou a flecha das costas e partiu!